Simone Tebet diz que subir√° em palanque de Ricardo Nunes quando Jair Bolsonaro não estiver

Por RJNEWS em 31/03/2024 às 07:21:00
Simone Tebet disseque governo quer aguardar a arrecadação de janeiro e fevereiro

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Integrante do MDB, mesmo partido do prefeito Ricardo Nunes, que tentar√° a reeleição na capital paulista, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, disse que vai apoi√°-lo ainda que o prefeito tenha se aliado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Nunes dever√° ter como advers√°rios Guilherme Boulos (PSOL), que tem o apoio do presidente Luiz In√°cio Lula da Silva, e Tabata Amaral (PSB), do mesmo partido do vice-presidente Geraldo Alckmin. Dessa forma, o atual prefeito vem aglutinando a intenção de voto de eleitores da direita e da extrema direita, uma vez que Bolsonaro não deu aval à entrada de nomes de seu espectro político na campanha.

Pela proximidade que estabeleceu com Lula desde que o apoiou, no segundo turno da eleição de 2022, Tebet j√° avisou ao seu partido que não subir√° em palanques de bolsonaristas, mesmo que o MDB indique políticos a vice.

"Até agora, o Ricardo Nunes não me deu nenhum motivo para não apoi√°-lo. Obviamente que nós vamos ver qual é a plataforma de governo dele. Mas se ele continuar defendendo a democracia e os valores com os quais eu comungo¬Ö O que eu me recuso é subir num palanque de bolsonarista. Eu jamais vou estar no palanque de um candidato que tem pautas que representam um retrocesso, em questões como o armamento, o desmatamento ambiental, na pauta de costumes ou contra a democracia", afirmou Tebet.

A declaração foi feita em entrevista ao canal de notícias CNN Brasil que foi ao ar na noite deste s√°bado, 30.
Questionada se subir√° no palanque de Nunes, ainda que o prefeito receba o apoio de Bolsonaro, Tebet sinalizou positivamente. "Bolsonaro não estando (risos). A gente pode ir em dias diferentes", afirmou.

A ministra não comentou, porém, a presença do prefeito na manifestação convocada por Bolsonaro em fevereiro e que se transformou num ato de defesa do ex-presidente, investigado por estimular um golpe de Estado. Na ocasião, Bolsonaro e seus aliados falaram em injustiças e defenderam a anistia aos condenados pelo vandalismo do 8 de Janeiro, em Brasília.

Apesar disso, Tebet classificou Nunes como um democrata. "Vejo Nunes como uma pessoa democr√°tica. Ele é um democrata, com posicionamento provavelmente diferente em alguns aspectos que eu", afirmou.

Apoio do MDB a Lula em 2026
Tebet disse ainda esperar que seu partido apoie a reeleição de Lula, em 2026 - o MDB deseja indicar um vice para Lula - como forma de evitar o retorno do que ela considera ser a extrema direita ao poder.

"Não tenho dúvidas de que as forças democr√°ticas estarão com o candidato mais forte a derrubar esse projeto nefasto. E, consequentemente, o único nome que me vem à mente, e por tudo que estamos preparando para o País, de melhora da economia, a gente fortalece o governo do presidente Lula. Eu não vejo outro caminho a não ser apoiar a reeleição do presidente Lula se ele for candidato."

E prosseguiu na defesa de uma nova frente ampla, similar à montada por Lula no segundo turno da eleição de 2022. "O projeto de poder no Brasil passa pela questão de garantir o Estado Democr√°tico de Direito, a democracia acima de tudo. Então, isso tem que estar acima das vontades políticas. Tem que ser o candidato que tem condições de ganhar da extrema direita. E estou falando da extrema direita, não da direita. Eu mesma sou uma pessoa de centro-direita na economia e de centro-esquerda nos costumes", disse.

Fim da reeleição
Na entrevista à CNN, Tebet disse ainda ser "totalmente de acordo" com o projeto de limitar a reeleição e criar mandatos de cinco anos para presidente da República, em discussão no Senado.

"Um dos grandes cânceres e males é um mandato de quatro anos. É um mandato curto. Então, voc√™ ganha e trabalha no primeiro ano. No segundo, tem eleição municipal. No terceiro, voc√™ j√° est√° pensando na reeleição. Voc√™ só não pensa em eleição no primeiro ano. O Brasil não vai para frente dessa forma", afirmou a ministra, que relacionou o tema à turbul√™ncia da eleição de 2022

"Se o presidente Bolsonaro não tivesse chance de ser candidato à reeleição, nós não teríamos todo esse processo. Nós teríamos eleição com dois outros candidatos. Talvez não teríamos uma tentativa de golpe no Brasil. Um mandato de cinco anos sem reeleição est√° de bom tamanho", afirmou.

Fonte: O Dia

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