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Consultora de direitos humanos apoia campanha contra a violência sexual infanto-juvenil

O apoio consiste na conscientização e denúncia, pois a cada hora são registrados no Brasil quatro casos de estupro de menores de 13 anos, a maioria contra meninas...

Por RJNEWS em 20/05/2024 às 23:15:00
Capacitação do CT de S. Pedro D'Aldeia

Capacitação do CT de S. Pedro D'Aldeia

Lançada no último sábado (18), Dia Nacional de Enfrentamento ao Abuso Sexual e Exploração de Crianças e Adolescentes, pelo Instituto Liberta, uma organização sem fins lucrativos que defende a causa, a campanha é apoiada em Macaé, pela consultora de Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes, Vivianni Acosta, que já milita na área, há mais de 15 anos.

A campanha do instituto que também é alusiva ao Maio Laranja, mês de prevenção, está focada para as atividades de conscientização, tendo em vista os dados recentes do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, de que a cada hora são registrados no Brasil quatro casos de estupro de menores de 13 anos, maioria contra meninas. Dois vídeos com alertas a sinais de violência sexual infantil foram veiculados pela Globo, com participação da apresentadora Fátima Bernardes e da atriz Denise Fraga.

A consultora, que combate e faz palestras em todo o Brasil, acerca dessa epidemia silenciosa que atinge a infância e a juventude, irá também participar do evento contra "Crimes Sexuais Virtuais", promovido em Macaé, pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e pelo Programa de Erradicação do Trabalhador Infantil (Peti), nesta quinta-feira (23), no auditório do Paço Municipal, com o objetivo de promover o enfrentamento aos crimes sexuais cometidos contra criança e adolescente.

- O abuso e a exploração sexual em crianças e adolescentes têm sequelas. Na fase adulta, a criança ou adolescente que sofreu violência sexual pode ter dificuldades de criar relações afetivas e amorosas, em manter uma vida sexual saudável, pode ter baixa autoestima, dificuldade de aprendizagem e memória, entre outras. Então, é preciso ter clareza que a exploração sexual infanto-juvenil é um crime hediondo, com pena de reclusão e sem direito a fiança. Portanto, ao suspeitar ou identificar alguma situação de violência e exploração sexual de crianças e adolescentes, é necessário acionar os órgãos competentes – alertou a consultora Vivianni.

Ao defender a causa da criança e do adolescente contra a violência sexual, que muitas vezes ocorre dentro de casa, a consultora adverte a sociedade para prestar atenção nos gestos e comportamentos de nossos filhos. "A violência sexual contra crianças e adolescentes é um problema que está presente em toda a sociedade brasileira, independentemente da situação econômica ou de onde se mora, seja na cidade, na praia ou no interior. Nós precisamos ficar em alerta, pois muitos casos ocorrem dentro de nossas próprias casas", ressaltou.

De acordo com Vivianni Acosta, ao suspeitar de algum caso deve-se denunciar. Os canais citados são: Delegacias, Conselhos Tutelares, Disque 100, 180 ou o 190 (caso a violência estiver acontecendo) e o 192, que aciona o serviço hospitalar nos riscos à saúde, entre outros.

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