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Associação apresenta trabalho de atendimento a pessoas com TEA

Por RJNEWS em 16/04/2024 às 20:19:26
A AME, presidida por Denise Cardoso, atende portadores do Transtorno do Espectro Autista

A AME, presidida por Denise Cardoso, atende portadores do Transtorno do Espectro Autista

A presidente da Associação de Atendimento Multidisciplinar Especializado (Ame Mais), Denise Cardoso, ocupou o Grande Expediente da Câmara de Macaé nesta terça-feira (16), para falar sobre a entidade, que funciona em Imbetiba. O convite foi de Luciano Diniz (Cidadania). "Conhecemos recentemente esse belíssimo trabalho", disse ele, enfatizando a importância de dar visibilidade à associação voltada a portadores de Transtorno do Espectro Autista (TEA)

Denise, que é psicóloga, especializada em neuropsicologia e avaliação de autismo, disse que inicialmente, realizava apenas o diagnóstico e o plano de tratamento. "Mas quando encaminh√°vamos para outras instituições, o planejamento não era efetivado. Então criamos o Espaço Ame. Recebemos principalmente pessoas vindas do SUS e escolas públicas". Segundo ela, o objetivo é preparar os atendidos para a inclusão social, profissional e acad√™mica.

"No meu primeiro diagnóstico de uma criança com autismo, h√° 16 anos, fui chamada de louca. Hoje, com o tratamento que propus, ela é capaz de dirigir motocicleta", lembra ela. A equipe tem profissionais das √°reas de psicologia, pedagogia e nutrição, entre outras, todos volunt√°rios. Denise afirma que é preciso investir na ci√™ncia e na formação de profissionais. "Não adianta auxiliar para PcD nas escolas, que apenas serve para levar crianças ao banheiro".

O presidente Cesinha (Cidadania) afirmou que, mesmo com muitas limitações, Macaé avançou na √°rea, com contribuição do Legislativo. Iza Vicente (Rede) perguntou se a AME d√° apoio aos familiares. "Fazemos um treinamento dos pais para lidar com as situações de ter um filho autista. E damos também o apoio psicológico".

Como se fosse um luto

Foi marcante o momento em que ela definiu o sentimento de um pai ou mãe quando fica sabendo que o filho é autista, como se fosse uma morte. "Temos aqueles que j√° elaboraram bem esse luto, mas outros manifestam ainda grande ansiedade. Alguns não t√™m mais coragem de se olhar no espelho para não ver o estado em que estão devido à situação".

Denise concluiu dizendo que se a situação não for enfrentada com muito preparo científico, as consequ√™ncias serão graves, com um grande número de pessoas disfuncionais na sociedade. "Não podemos nos conformar com a ideia de que, quando não h√° nada a fazer, qualquer iniciativa j√° é alguma coisa. Precisamos de pessoas que saibam comprar briga para enfrentar o autismo com a ci√™ncia".

Fonte: ASCOM CMM

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