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Governo estuda adiamento do concurso unificado no RS, diz Pimenta

Por RJNEWS em 03/05/2024 às 12:06:22
Decisão deve sair nas próximas horas, reforçou ministro

Decisão deve sair nas próximas horas, reforçou ministro

O ministro-Chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presid√™ncia da República, Paulo Pimenta, disse nesta sexta-feira (3) que a decisão sobre um possível adiamento das provas do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) no estado do Rio Grande do Sul deve sair nas próximas horas. "No mais tardar, até o início da tarde de hoje, a gente precisa ter uma orientação definitiva sobre a realização do concurso".

Boletim da Defesa Civil do Rio Grande do Sul divulgado na manhã desta sexta-feira contabiliza 31 mortes em decorr√™ncia das chuvas em todo o estado. H√° ainda 74 pessoas desaparecidas e 56 feridos. Até o momento, 235 municípios foram afetados pelos temporais, totalizando 351.639 pessoas afetadas. Dessas, 17.087 estão desalojadas e 7.165, em abrigos. Os números, de acordo com o governador Eduardo Leite, devem subir ao longo dos próximos dias.

Ao participar de entrevista a emissoras de r√°dio durante o programa Bom Dia, Ministro produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Paulo Pimenta disse ter participado de uma reunião, na noite desta quinta-feira (2), envolvendo a Casa Civil e a própria ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, para tratar da aplicação do concurso no Rio Grande do Sul. O encontro envolveu ainda a Advocacia-Geral da União (AGU).

"A possibilidade de adiamento do concurso tem um custo de R$ 50 milhões. São mais de 2,5 milhões de inscritos em todo o país. A princípio, a ideia de suspender o concurso só para o Rio Grande do Sul, do ponto de vista jurídico, é muito question√°vel. Outra hipótese que existiria é a suspensão total do concurso. A não ser que haja alguma decisão judicial nesse sentido."

"O que estou afirmando é que nós vamos buscar segurança jurídica porque alguém poderia me perguntar: deve ser judicializado para que não ocorra prova no Rio Grande do Sul? É muito prov√°vel [que aconteça]. Como é prov√°vel que seja judicializado em outros estados para garantir que a prova ocorra. Não podemos levar o concurso para uma insegurança jurídica. Vamos tomar uma decisão consolidada no decorrer das próximas horas para garantir a tranquilidade e a segurança jurídica necess√°ria para todas as pessoas que vão participar desse certame."

Na noite de quinta-feira o governo chegou a confirmar a realização das provas em todo o país conforme o previsto. Em nota, afirmou que faria todos os esforços para garantir a participação dos candidatos do Rio Grande do Sul. A questão, no entanto, ainda est√° em debate.

De acordo com o ministro, 86 mil inscritos no Concurso Unificado são do Rio Grande do Sul. Ao todo, 10 cidades gaúchas vão ofertar as provas. "Algumas dessas cidades não estão em √°reas em situação de emerg√™ncia e não estão com impedimento de acesso", disse. Ainda segundo ele, dos 86 mil inscritos no estado, 21 mil estão fora de cidades onde vai acontecer a prova e 6 mil estão em municípios em situação de emerg√™ncia ou sem acesso a cidades onde ocorrer√° a prova.

"No decorrer da manhã, vamos nos debruçar sobre isso. O compromisso do governo é que ninguém seja prejudicado. Ninguém pode deixar de participar do concurso porque est√° numa cidade em situação de emerg√™ncia ou est√° numa cidade onde o bloqueio impede o acesso ao local da prova. No decorrer do dia de hoje, vamos tratar do assunto, ver do ponto de vista jurídico toda a segurança necess√°ria para não comprometer a situação também das demais 2,6 milhões de pessoas."

"Muitas delas j√° se deslocaram, j√° estão na cidade onde vai acontecer a prova. As provas j√° estão nos estados. Existe toda uma logística de distribuição. Portanto, é uma decisão que envolve v√°rios aspectos. Mas a garantia é que ninguém no estado do Rio Grande do Sul ser√° prejudicado ou impedido de participar do concurso. Se não puder fazer a prova no domingo, vamos ter que construir uma alternativa."

Para Pimenta, a situação é "bastante delicada e de difícil solução". "Por um lado, temos 2,6 milhões de pessoas e, desse total, 2,5 milhões prontos para fazer a prova no domingo. Eles j√° estão na cidade onde a prova vai ocorrer. As provas j√° estão nas cidades. Diferentemente do Enem [Exame Nacional do Ensino Médio], que tem um banco de perguntas e que prev√™ a possibilidade de fazer uma espécie de segunda chamada, esse é um outro formato. Voc√™ não tem banco de perguntas. Não temos uma solução pronta."

"Vejo com muita dificuldade uma operação de transporte de 6 mil pessoas, à medida em que estamos trabalhando no resgate de famílias que estão, muitas delas, entre a vida e a morte neste momento. Então, o que estamos buscando, neste momento, é também uma segurança jurídica. Na medida em que nós encontrarmos essa solução, que garanta que essas pessoas que, por ventura, estão em cidades em situação de emerg√™ncia ou em cidades em que o acesso ao local da prova est√° bloqueado possam realizar a prova numa outra data. Essa pode ser uma solução."

"É muito delicado. Como são v√°rios concursos, voc√™ imagina o seguinte: as provas j√° estão nos estados, vão para o local de prova. Voc√™ j√° sabe, em cada sala de aula, quem são as pessoas que vão fazer a prova e para qual concurso elas vão fazer. Então, numa sala de aula, tem diversas provas diferentes. Esse pacote j√° sai pronto de Brasília. Ele vai chegar l√° na sala de aula. Voc√™ imagina mexer numa logística dessa dimensão, com dificuldade de acesso como estamos, é muito difícil."

Fonte: Agência Brasil

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