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Rio Das Ostras perde cinco servidores para a Covid-19 e apresenta a maior taxa de letalidade da região

Dados foram divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde (SES)

Por RJNEWS em 26/05/2021 às 05:50:00
Sindicato dos Servidores de Rio das Ostras cobrou mais segurança à categoria, depois da morte de cinco funcionários públicos

Sindicato dos Servidores de Rio das Ostras cobrou mais segurança à categoria, depois da morte de cinco funcionários públicos

Thaiany Pieroni

O mês de maio sequer terminou e o município de Rio das Ostras perdeu cinco servidores por complicações oriundas do coronavírus. Além disso, a cidade apresentou a maior taxa de letalidade por Covid-19, dentro da área de cobertura do RJNews, que inclui as cidades de Casimiro de Abreu, Macaé, Conceição de Macabu, Quissamã e Carapebus, além de Rio das Ostras. A informação tem como base os dados divulgados diariamente pela Secretaria Estadual de Saúde (SES).

De acordo com o gráfico, ultrapassando mais de 10 mil casos confirmados da doença, Rio das Ostras chega a taxa de letalidade de 3,8. De acordo com o Portal da Transparência dos Registros Civis, a cidade registrou 384 mortes por Covid-19 até o momento, tendo o maior índice entre o final de março e o final de abril. Já o boletim municipal, registrou, desde o início da pandemia, 396 óbitos.

Outro dado alarmante no município é que em menos de uma semana, cinco servidores vieram a óbito. O professor Dhiego de Moura Mapa, de 36 anos, que atuou na Escola Municipal Fazenda da Praia e Escola Municipal Nilton Balthazar, como professor de História, foi uma das vítimas. Ele deixou a esposa grávida. A informação foi divulgada pela própria prefeitura no último dia 14 de maio.

Já no dia 17, a Prefeitura de Rio das Ostras publicou uma nova nota de pesar pelo falecimento do servidor Cleber Teles Pinto, de 44 anos, que atuava na Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo.

No dia 18, o município divulgou a morte do motorista, Joel Fernandes, de 65 anos. Joel atuava na Prefeitura de Rio das Ostras há 22 anos. No mesmo dia, foi noticiada ainda a morte de Carlos Alberto Marins, conhecido por todos como Fiinho.

Fiinho era Auxiliar Administrativo da Prefeitura de Rio das Ostras há 21 anos e desempenhou diversos cargos de chefia, inclusive o de Secretário de Esporte e Lazer, no período de 2009 a 2012. Fiinho tinha 60 anos, faleceu de complicações decorrentes da Covid-19 e deixou a esposa e também servidora Renata, filhos e netos.

Três dias depois, no dia 21, a prefeitura divulgou a morte de outro servidor: Eudes Lopes, de 52 anos, que atuava no Fundo Municipal de Assistência Social.

As constantes notas de pesar divulgadas pela Prefeitura Municipal de Rio das Ostras sensibilizaram a população, que lamenta essa realidade e pede providências.

"Impressionante o triste número de servidores públicos de Rio das Ostras que tiveram suas vidas ceifadas por esse vírus. É preciso pensar em medidas de contenção da contaminação dentro do ambiente de trabalho. Sentimentos à família", publicou Filipe Schitino.

Beth Afonso falou sobre a importância da vacina. "Que pena! Não deu tempo de tomar a vacina, mesmo trabalhando com o público. Cadê as vacinas para quem não tem comorbidade? Estamos expostos ao vírus. Muito triste nossa situação", declarou.

Beatriz Soares também ressaltou a importância da vacina. "Se essa vacinação estivesse adiantada, não teria tanta nota de pesar, até vacinarem todas as idades, não terá um servidor para contar história, esse prefeito é um genocida! Meus sentimentos aos familiares!", publicou.

Leonardo França de Alvarenga também lamentou a situação; "Gente, virou rotina agora, todo dia uma nota de pesar. Que tristeza essa doença está trazendo para o povo brasileiro. E a vacinação muito atrasada!", ressaltou.

Prefeitura nega suspensão do ponto biométrico e sindicato cobra mais segurança para os servidores

Após observar o aumento de casos de servidores contaminados pelo coronavírus, inclusive, com óbitos, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais De Rio Das Ostras - (Sindserv-ro) vem realizando algumas cobranças à Prefeitura de Rio das Ostras, com o intuito de garantir a segurança dos servidores.

Entre as principais cobranças do órgão, está a suspensão do uso de equipamentos eletrônicos de biometria. Infelizmente, o pedido foi negado pelo prefeito Marcelino Borba (PV) e continua trazendo preocupações para a categoria.

"Segundo especialistas, o Covid-19 sobrevive por horas em superfícies, sendo uma porta de entrada da doença nas empresas. Apesar da efetividade do controle de ponto biométrico , esse equipamento pode colocar em risco a saúde dos funcionários. Aliás, uma das maiores preocupações deve ser com os funcionários assintomáticos", lembrou o Coordenador Geral de Organização, Alekisandro Passos Portela.

Portela destacou ainda que é importante levar em consideração que os equipamentos eletrônicos de biometria são usados com bastante frequência nos horários de pico (entrada e saída), sem haver nenhuma higienização do aparelho entre o período de utilização pelos usuários. Além disso, a própria secretaria de saúde e a secretaria de educação, esporte e lazer, suspenderam atividades em setores internos devido à constatação de servidores com covid-19.

Além da biometria, o sindicato também tem cobrado mais segurança para os servidores. "Estamos com algumas ações, que precisaram ir para a Justiça para garantir o cuidado com o servidores. Também estamos cobrando que a Prefeitura de Rio das Ostras ofereça equipamentos de segurança para os funcionários da administração. Entendemos que a máquina pública depende do servidor para funcionar, mas eles precisam ter segurança para trabalhar", frisou Portela.

Letalidade nas demais cidades

Ainda de acordo com o painel divulgado pela Secretaria de Saúde do Estado, Conceição de Macabu, fica com a segunda maior taxa de letalidade, dentro da nossa área de cobertura, marcando 3,6.

Em seguida, Casimiro de Abreu com 2,9; Quissamã com 2,7 e Macaé com 2,6.

Carapebus, surpreendentemente tem o menor número na tabela, marcando apenas 0,8. De acordo com o último boletim, o município registrou 20 mortes, desde o início da pandemia, em março do ano passado.

Fonte: RJNEWSnoticias

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