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Audi√™ncia p√ļblica na C√Ęmara Municipal de Maca√© volta a discutir o uso medicinal da cannabis

Evento será realizado no próximo dia 16, a partir das 17h, presencialmente, e com transmissão

Por Daniela Bairros em 07/12/2021 às 11:18:04
O tema, novamente, será discutido na Câmara Municipal de Macaé no próximo dia 16, a partir das 17h

O tema, novamente, será discutido na Câmara Municipal de Macaé no próximo dia 16, a partir das 17h

Daniela Bairros

Mais uma vez, o uso medicinal da canabis (maconha) em pacientes neurológicos, ser√° discutido durante audi√™ncia p√ļblica na C√Ęmara Municipal de Macaé. O evento ser√° realizado no dia 16, a partir das 17h, presencialmente, e com transmiss√£o pelas redes sociais.

Segundo a presidente da Associa√ß√£o Acolher Macaé, Denise Fogel, a audi√™ncia p√ļblica ser√° semelhante ao grande expediente, na √ļltima semana, quando representantes da entidade e até mesmo m√£es de crian√ßas que est√£o usando o canabidiol, estiveram na sede do Legislativo, para falar sobre o assunto.

O evento ter√° a presen√ßa e participa√ß√£o de médicos, como Livia Lobo (Neuropediatra), Naly Soares de Almeida (Neuropsiquiatria), Hélio Lima Jr (Advogado da Associa√ß√£o Acolher Macaé), Denise Fogel (presidente da Associa√ß√£o Acolher Macaé). Haver√° também testemunhos de m√£es com transforma√ß√Ķes de vida.

Denise Fogel explicou que, durante a audi√™ncia p√ļblica, ser√£o abordados temas como: cultivo medicinal da cannabis, experi√™ncia familiar quanto à transforma√ß√£o da vida, sistema endocanabidinoide e sua atua√ß√£o, preconceitos ao uso medicinal, patologias indicadas para o uso, experi√™ncia cl√≠nica e Projeto de Lei (PL) para tratamento na rede p√ļblica com atendimento, acompanhamento e distribui√ß√£o.

"Primeiro é preciso quebrar o preconceito e depois acreditar no tratamento", relata m√£e de autista que usa a cannabis

Desde abril do ano passado, a Ag√™ncia Nacional de Vigil√Ęncia Sanit√°ria (ANVISA) liberou o uso medicinal da cannabis. Mas, primeiro de tudo, é preciso quebrar o preconceito e depois acreditar no tratamento. É o que afirmou Marina Frouche, m√£e do pequeno Juan Gabriel, de quatro anos de idade. O filho é autista com n√≠vel m√°ximo de suporte, o n√≠vel tr√™s. "Meu filho t√™m muitas estereotipias, que s√£o movimentos repetitivos. Ele j√° teve duas convuls√Ķes. Na segunda, eu dei o canabidiol a ele e ele voltou. Levei ao médico, que me disse que n√£o havia mais necessidade de se fazer nada porque eu j√° tinha feito, ou seja, dar o canabidiol ao Juan", afirmou Marina, que no come√ßo, n√£o aceitava o uso do medicamento. "Eu tinha muito preconceito, mas isso acabou. Defendemos o uso medicinal do canabidiol, n√£o aprovo o uso recreativo. Meu filho se trata devido ao autismo e j√° melhorou muito. Após o uso, ele fez desfralde. Aceitou comandos. E ele tem laudo de autista n√£o-verbal. Hoje mesmo ele falou papai e pipa. O cognitivo dele melhorou muito, porque antes parecia que eu falava com um poste, parado, hoje n√£o, j√° apresentou melhoras", concluiu,

Foto: Divulgação


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