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Nenê marca, mas Vasco cede o empate ao Cruzeiro no último minuto de jogo

Narrador Luiz Roberto precisou se desculpar após o apito final

Por RJNEWS em 20/09/2021 às 06:19:28
 A equipe de Fernando Diniz volta a campo na próxima sexta-feira (24), contra o Brusque, fora de casa

A equipe de Fernando Diniz volta a campo na próxima sexta-feira (24), contra o Brusque, fora de casa

O Vasco deixou escapar pela segunda rodada consecutiva os três pontos após amplo domínio no jogo. A equipe comandada por Fernando Diniz vencia o Cruzeiro até os 49 do segundo tempo, mas cedeu o empate em jogada de bola aérea. Nenê marcou o gol do Cruz-maltino em seu retorno à São Januário, que contou com a presença de 309 pagantes.

Em confronto de dois gigantes desesperados pela recuperação na tabela de classificação do Brasileirão Série B, Vasco e Cruzeiro fizeram um duelo extremamente equilibrado em São Januário, mas sem grandes momentos de qualidade.

Vendo o fantasma da permanência na segunda divisão assombrar dois favoritos, Gigante da Colina e Cabuloso trataram o duelo como uma verdadeira decisão. Um resultado negativo para qualquer um dos lados poderia signficar o distanciamento do sonho do acesso ao fim da competição, já que clubes do G4 começaram a disparar na tabela.

O JOGO
Com os primeiros momentos frios e de muito estudo, a primeira chance clara só foi aparecer aos 22 minutos de duelo. Em jogada pela esquerda, Nenê fez belo cruzamento na cabeça de Morato. O camisa 10 do Vasco finalizou com força no canto direito, mas Fábio operou um verdadeiro milagre e jogou a bola para escanteio.

O estilo de jogo proposto por Fernando Diniz começou a aparecer. Aos 30 minutos, com um jogo bem paciente do Vasco da Gama, a equipe foi trocando passes no campo de ataque e, de pé em pé, surgiu segunda boa oportunidade. Em jogada iniciada pela direita, Morato recebeu na marca do pênalti, girou e bateu forte com a canhota. Lá estava Fábio mais uma vez para fazer o segundo milagre da tarde.

O Vasco marcava pressão subindo suas linhas e, num erro de posicionamento, veio a primeira chance do Cruzeiro no jogo. Thiago foi lançado com liberdade na direita de ataque, bateu cruzado e a bola tirou tinta da trave de Vanderlei, que já estava vendido no lance.

Mas o Cruz-maltino era melhor, mais inteligente em campo e conseguiu seu gol com o gostinho de retorno à São Januário. Aos 44 minutos, em grande jogada de Morato pelo lado direito, Cano recebeu dentro da área, finalizou na trave e viu Nenê completar para o fundo das redes. O camisa 77, que voltou para liderar uma hipotética arrancada na Série B, comemorou de maneira ensandecida. 1 a 0 para o Gigante da Colina, que desceu para o vestiário com os aplausos vindos da arquibancada social dos mais de 500 torcedores presentes.

SEGUNDO TEMPO
O Vasco retornou para a segunda etapa com os mesmos 11 iniciais, equanto o Cruzeiro trocou a sua referência no comando de ataque. Marcelo Morena saiu e deu lugar para o meia Claudinho. Com isso, Thiago, que estava jogando deslocado no lado de campo, assumiu o papel de centroavante.

Com a necessidade da virada para sonhar com vôos mais altos na Série B, o Cruzeiro foi aumentando seu ritmo de jogo e partiu para a agressividade no campo de ataque. Já o Vasco, que foi sendo empurrado para o seu campo de defesa, ficou retraído nos primeiros 20 minutos da etapa complementar e pouco criou. Diniz via dificuldade na equipe em propôr seu jogo na medida em que Belletti, auxiliar do Cabuloso, foi fazendo suas substituições.

E a equipe mineira começou a assustar o Cruz-maltino. Primeiro com Eduardo Brock, que desviou com perigo a cobrança de escanteio pelo lado direito, e depois com Rômulo, que cruzou com perigo para Dudu, que viu Léo Matos cortar para escanteio na hora da finalização.

O jogo foi se complicando para o Vasco e a equipe precisava agir. Eram 25 minutos de passividade do time comandado por Fernando Diniz, que só foi assustar a meta de Fábio com boa finalização de média distância do meia Marquinhos Gabriel. A bola passou tirando tinta da trave do arqueiro do Cruzeiro. Na sequência, Nenê foi derrubado por Eduardo Brock na entrada da área. O próprio "Vovô (agora da Colina)" cobrou na medida para Leandro Castan finalizar de cabeça e obrigar Fábioa a fazer o terceiro milagre do jogo.

No momento crucial da partida, com o Vasco mais cansado e com dificuldade de ficar com a bola, o Cruzeiro atacava, mas não ameaçava a meta do goleiro Vanderlei. As entradas de Bruno Gomes e Gabriel Pec deram mais intensidade na marcação do time carioca, que foi administrando o excelente placar. O pesadelo veio de um jeito muito cruel para o Cruz-maltino.

O golpe foi duro demais para o time de Fernando Diniz. Tudo começou num contra-ataque para o próprio Vasco. Daniel Amorin recebeu de Gabriel Pec, ajeitou e fuzilou para o fundo das redes de Fábio. No entanto, o gol foi prontamente anulado com auxílio do VAR. Na saída de bola na cobrança da falta, o Cruzeiro chegou rápido ao lance de ataque e conseguiu um escanteio pelo lado direito. O cruzamento na primeira trave teve um desvio que deixou o zagueiro Ramon sozinho na pequena área. O camisa 4 só teve o trabalho de empurrar para o fundo das redes. Mais um gol sofrido pelo Vasco na reta final e que deixa escapar os três pontos.

O Vasco é o 9º colocado da Série B, com 34 pontos conquistados. A equipe de Fernando Diniz volta a campo na próxima sexta-feira (24), contra o Brusque, fora de casa.

FICHA TÉCNICA: VASCO 1 X 1 CRUZEIRO
Local: São Januário-RJ
Vasco da Gama: Vanderlei; Léo Matos, Ricardo Graça, Leandro Castan e Riquelme (Walber); Andrey, Marquinhos Gabriel, Nenê (Bruno Gomes); Léo Jabá, Morato (Gabriel Pec) e Germán Cano (Daniel Amorim). Técnico: Fernando Diniz
Cruzeiro: Fábio; Rômulo, Ramon, Eduardo Brock e Matheus Pereira (Dudu); Adriano, Marco Antônio (Flávio) e Giovanni (Rafael Sóbis); Wellington Nem (Felipe Augusto), Thiago e Marcelo Moreno (Claudinho). Técnico: Juliano Belletti.
Gols: Nenê (44'/1ºT), Ramon (49'/2ºT)
Árbitro: André Luiz de Freitas Castro
Cartões amarelos: Marcelo Moreno (CRU), Eduardo Brock (CRU), Andrey (VAS), Germán Cano (VAS)

Fonte: O Dia

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